Há um silêncio doloroso nos olhos de um animal abandonado. Não é apenas fome ou frio que os aflige, mas a ausência de carinho, de pertencimento, de um lar. São vidas que um dia confiaram em alguém, que abanaram o rabo ou ronronaram esperando afeto, e que, de repente, foram deixadas para trás como se fossem descartáveis.
Caminham pelas ruas sem entender o motivo da rejeição, procurando rostos conhecidos que nunca mais voltarão. Cada latido ecoa como um pedido de socorro que poucos escutam. Cada noite ao relento é uma batalha pela sobrevivência.
Refletir sobre isso é reconhecer nossa responsabilidade. Adotar é um ato de amor, mas também de compromisso. Abandonar é ferir profundamente um ser que sente, sofre e espera.
Que possamos olhar para esses animais com mais empatia, lembrando que, para eles, nós somos o mundo inteiro.
Alexandre Canella
Professor de idiomas estrangeiros.
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