Seguranças ficaram durante fim de semana, feriado e recesso no resort frequentado pelo ministro Toffoli.
Seguranças do Supremo Tribunal Federal, foram contemplados durante 128 dias de viagens em um resort de luxi, situado em Ribeirão Claro (PR). As viagens foram durante os fins de semana estendidos e recesso do judiciário. O custo total das diárias foi de 460 mil reais .O resort de luxo já pertenceu a familiares do ministro Dias Toffoli.
Os dados são baseados em registros do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 2ª Região, que indicam as viagens entre 2022 e 2025 à cidade com objetivo de apoio a segurança de autoridades da Corte, o que ocorre por solicitação do STF. O TRT-2 não revela, contudo, o nome do ministro atendido em cada ocasião.
A maior parte dos dias de viagens (75) ocorreu durante o recesso do Judiciário, que acontece nos meses de janeiro, julho ou dezembro. Trinta e sete dias incluem, em parte, o fim de semana, e 16 correspondem a dois feriados, Carnaval e Corpus Christi. O resort fica situado à beira de uma represa e considerado um destino de luxo. O resort Tayayá está no epicentro de uma crise aberta pela atuação do ministro do Supremo nas investigações envolvendo o Banco Master, que teve liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central em novembro de 2025. Toffoli é o relator do caso que atinge diretamente Daniel Vorcaro, dono do banco.
Opinião da redação : O caso do financiamento do Supremo Tribunal Federal a seguranças da Corte para desfrutarem por 128 dias em um resort de luxo, resultando em um total de 460 mil reais de diária, caiu como uma bomba no meio político e jurídico no país . O fato pode não ser ilegal, mas certamente é imoral e que vem recebendo cada vez mais a reprovação da opinião pública. O Brasil precisa frear de uma vez por todas, a equivocada maneira de agir do STF, em prol de um judiciário efetivamente justo.



